A partir do nada

Diz-se, inclusive, que pode até torrar a paciência – ainda que reduzida e minúscula. Até tornar-se insuportavelmente grande o vácuo, a inteireza é justamente não saber. As cores sobrepostas são apenas o começo. Aparências naturalmente livres  dissolvem o seu passado e se tornarão suas ajudantes algum dia. Algum dia precisará que elas estejam em forma, novas e felizes. Diz-se também que você poderá praticar o quanto quiser enquanto toma essas aparências como caminho (there is nothing around you). O absorver, devorar, ingerir e digerir podem ser o significado maior de se manifestar plenamente os amores? Porque é isso, não é? Prática do amor? Nossas potencialidades de forma alguma serão coisas de se sair gritando por aí. É claro que atemoriza (só que é rodeado por tesão e sensualidade). Pega o café, dois biscoitos, olha o cinza do dia… e sobre como nós deveríamos ser e o que nós deveríamos sentir? E as florzinhas que em um mundo repleto de sinais sem sentido murcham? E se murcharem no jardim de lá sinalizam a secura do jardim de cá? Procura uma mão, uma pele, um cheiro, um calor, um toque, um par de pés próximos aos seus pelo conforto espiritual que o roçar traz. Suspira, suspira fundo buscando fôlego e fé. Mais dois biscoitinhos de nata, por favor.

 

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