Causas perdidas

Tempo de se afastar. Dar espaço, recuar. Ficar atrás, deixar pra trás. Certa vez, numa sala onde ele repousava, educadamente me interrompeu e pediu que falasse com mais clareza sobre os pensamentos que poderiam salvar algumas poucas coisas boas.

Entregue-os, disse-me.

 

Por estar sempre na tangente sufocante entre os dois mundos, o medo não era necessariamente linear. (O erro está justamente no objeto) sua coragem é má, o que vem a ser, no final das contas, se pensar bem, uma forma de covardia. Esboçou uma tentativa mal e porca de autocrítica. Já lida como um evento inconcluso hoje, ressente-se. Caminha trêmula, decidida a retomar relações, ser resiliente (sic) é vital. É preciso traçar uma linha entre o que se pode pensar e o que se pode fazer. O que deveria estar morto, descartado, totalmente desacreditado, está voltando de forma violenta. Deseja não ter estado tão comprometida com a pressa da atualidade. Quero correr, correr muito para um lugar calmo. Cair pra dentro de mim e esquecer o valor dos segundos ganhos ou perdidos (uma necessidade).

 

Torço para um luto abreviado.

 

1010486_810688008970922_3404597785128744774_n

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s