Uma forma de auto-sedução

E esse sorriso encantador, menina! Seguiu pela avenida em direção a nem lembrava mais onde, entramos em um automático, não é? Nesse tormento pelo que poderia ser, pelo futuro. Não tem nada a ver com o que você está esperando. Rádio, notícias, mais aflição. Um dia se afoga todo mundo. Centenas de anos depois e o quando e o quanto ainda permanecem fora do nosso alcance. Não sobre a leitura, escrita, mapas, política e aritmética… mas sobre a emoção, ou o que chamam de afeto, as relações cotidianas, amizades vigilantes… Uma história absorvente de pesquisa do amor, ao mesmo tempo que revela o quão longe vivemos da compreensão real, desloca-o para o sono profundo inicial.

Um pouco despertos os que não estão totalmente recuperados de mais uma dura noite são incapazes de explicar o que estão enfrentando. Essa era a forma que se reagia quando as coisas saíam do controle – amar quem quer que esteja por perto para ser amado. Os sonhos não são sem sentido, com uma costumeira defasagem que dá continuidade a nossa conduta e a nós um sentido coerente de quem somos. Direita, terceira à esquerda, procurar uma vaga –  já que a costumeira fora ocupada – já até a chamava de sua. Respira fundo como se isso fosse um prenúncio de um longo e doloroso dia… O sono é um tempo ocupado. O que é o amor senão a aceitação profunda do outro, o que ele é?

Desliga o motor, freio de mão, ponto morto. Ponto morto, ri dos seus próprios pensamentos.

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Vivian Maier

 

 

 

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