Mas eu não posso esquecer quando nada

Quando você optar por esconder seus olhos, tira-me daqui, esvazie os bolsos. Vê se encontra conforto nessa vida, talvez eu sei que, talvez, seja melhor assim.

Mas eu não posso esquecer que quando eu sei onde estou todos os dias, todas as noites como aquele que sabe demais, estou sã. Antes que te visse você estava em um bar esfumaçado, cantarolando violent femmes, rabiscando guardanapos, nada que prestasse, disse.

Acordo sempre bem cedo e, por força da necessidade de me ver integrada ao mundo em que vivo resolvo, já com olhos embaçados e voz embargada, fazer café. Fumar. E você disse que gosta de conversar, gosta de brincar e que estava muito assustado ali ao lado.

Compra o meu pão. Uma senhora que dorme na calçada abraçada a uma criança de brinquedo, de acordo com os costumes antigos, acorda cedo também. Bem, eu não ligo para o que está certo ou errado quando você não está lá, então eu tranquei a porta. Deixe a chave por baixo quando sair.  Lembra como costumava dizer que só poderia ficar se fosse até tarde e eu não posso ficar acordada… E eu pensei de como nada nunca se sente mesmo que desapareça. Mas eu não posso esquecer o tempo que leva.

Eu lhe disse da rua?  Temos que contar nossos passos. Já tem mais de um ano, pois que a gente podia se melar novamente. Conte os passos, você deve se lembrar do caminho.

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Arno Rafael Minkkinen

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