Eu vejo os olhos que viram o rei

Eu não conseguia entender porque você nunca sorri, agora sei e sentirei falta até disso. Terá que ter paciência e o que lhe falta haverá de ter outro sentido. Pegue algumas moedas, se barbeie e vamos cuidar dos seus cachos. Brancos, já escapulindo pra fora do chapéu, fazendo voltinhas e combinando com algumas risadas. O alívio veio depois da primeira etapa e ter ocorrido tudo tão simplesmente trouxe alguma alegria. Alguns procedimentos são tão tristes, frios. Nunca se sorri. Eu nu. Você pode ter em mente o que deve ser feito e pode ter a confiança de assim torná-lo visível. Pois que percebo que é muito mais sobre se estar em confiança e que se pode chorar muito mais pelas coisas belas do que pelas escolhas de dor. Escolhas e ações vão nos tornando quem somos e certamente confirmando quem somos.

E eu sinto que principalmente disse sim às coisas que eram importantes. O corpo é náusea até agora, depois de dias. Vertigem, enjoo. Corpo resposta. Existem diferentes camadas dentro de você que se pode explorar. De libertação, dos sentidos e algumas memórias. Ruas, curvas, praça. Tudo tão diferente, o tempo e a água modificam as vidas. Respira fundo pra mim? Se lembra quando tinha um kichute? Lembra daquele grupo escolar? Lá se cantava o hino e balançava uma bandeirinha do brasil de papel. O uniforme é a melhor memória.

Ninguém acorda pensando, o meu mundo vai explodir hoje. Mas, às vezes, acontece.

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