Vidas não vividas

Depois de algumas noites agitadas, um esboço de agonia nos ombros e ardor nos olhos. Quase sem ar de manhã, mas fingia que não. Pois que as luzinhas estavam acesas e avisavam. Olha com novos olhos para o mundo, e tudo o que quer é um trago… na bolsa de mão que segura traz um pouco de vírgula, talvez um hífen.

Toda vez que se morre é inevitável e íntimo. Encontre então um lugar de descanso no meio das coisas. Diante de uma de suas imagens gotejantes, fumando um cigarro e usando uma careta desafiante quando tenta encarar líquidos, as possibilidades de linguagem e forma ainda povoam seus pensamentos. O que poderia mudar para sempre os caminhos que se seguiriam? Desandou…  Essa não é uma resposta. Não há nenhuma resposta.

Eu sabia que as estrelas só podiam ficar mais brilhantes e nos aproximaríamos mais, se houvesse tempo. Talvez sem estar ao mesmo tempo marcado a fogo pela mais indiscutível insanidade: a de não poder lutar contra esse velho reflexo de colher frutos de atitudes nossas, uma espécie de colheita maldita.

Você estava certo quando dizia que me faltava coragem. Não precisava me defender tanto das pessoas.  A ideia de representação pode ir para um novo grau através de um respingar não descritivo. Pode começar no braço, perna, olho. Mas e a tal falta de ar? (Suspira).

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