Mesmo assim, alguma coisa estava acontecendo lá fora.

Elas estão cientes de todas as malditas coisas.

Uma mulher que estava distanciada do corpo, da beleza, da própria vida sentia que o clima do verão era um desconforto extremo. Apenas aquele sentimento geral de não-justiça. As pessoas estavam inseguras e infelizes. E assim estariam ainda por um tempo. Não parece justo.

Eles se encontraram na frente de um prédio e olharam um para o outro e sacudiram a cabeça enquanto digitavam: cheguei/eu tb e se aproximaram num abraço. Olha, não consigo me sentir conectado à humanidade o tempo todo, disse baixinho. É um prazer raro. Eles fizeram ou disseram algo excelente e amoroso. O horrível perturba o excelente encontro; não podemos assistir ou ouvir ou ler o excelente sem lembrar do horrível.

Mas segure-se por um minutinho: quem é esse “nós” que sempre está acontecendo de alguma maneira? Nós somos um escape. Nós somos baratos. Nós somos corruptos. Somos criativos.  Mas para deixar seu foco inteiro, seus músculos se apertarem ao ritmo do mundo ao seu redor, sua respiração acelerar tanto que combina com a velocidade ultramoderna de uma droga percorrendo sua corrente sanguínea, sem trema, precisamos do afeto.

Ironicamente, os tempos são mais rápidos do que se poderia imaginar. A chave para diminuir a velocidade pode não ser a eliminação da velocidade, mas aceitar a desordem.

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