Quando o silêncio vira suor

Um período particularmente bom para os menos capazes de lidar com as rejeições (daquelas de si pra si). Propagam que não é possível você ter tudo. Talvez por isso se queira um desabafo, um afago, um afeto. Interrompia o diálogo até sentir-me novamente inspirada mas essa não é a única explicação que realmente se encaixa. A insônia traz monstros com ela. E não suportava vê-los. Melhor dormir (entorpecer) especialmente quando os pensamentos parecem errados.

Se você achar que está certo em relação a tudo, de fontes não competentes e não confiáveis, a feiúra aparece. Enxerga-se no espelho, pele cansada, falta de brilho, olheiras profundas – pensa em Dorian  (de modo inverso). Não gostaria de se manter sempre imagem. O desejo era de que a imagem que visse fosse diferente,  significando uma diferença no dentro do dentro de si. Lembra de quadros que ganhara quando criança (na verdade eram do seu irmão) daqueles produzidos em série, de crianças e palhaços chorando e flamboyants na curva, floridos. Nada dizem em si – são milhares.

Devo ser uma péssima pessoa por tal desejo de liberdade. Amo muito você. Queria muito amar eu.

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Clark & Pougnaud, Versailles, diptych (3/6), 2003

 

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