Alguma autodescoberta

Porque hoje quis muito chorar. Falta espaço, lugar, ombro. Falta faltar vergonha. A íris vermelha num deixa a voz sair. Talvez, talvez tente. Não comecei a interessar-me por tudo isso muito cedo. E lá era uma mistura de ler alguns livros que estavam por ali e alguma autodescoberta. Ainda que tenham sido dias intensos, era possível afirmar que o desejo era de ultrapassar o nada. Ano após ano em fila, quatro décadas. Para muitos parece mais fácil tirar forças para a vida em ameaças de fim de mundo, fim dos tempos, deuses e todas as propagações de ódio. Deve ser bom, reconfortante, aliviante… ter certezas. Pois a corda no pescoço de acreditar na deterioração da vida, das vidas todas…  sentir  (e como sentir) objetiva e subjetivamente, no seu cotidiano…  sabem que criamos lembranças falsas o tempo inteiro, não é? Há sempre um ofício, um trabalho sobre as palavras. Todo cérebro se ilude ao resgatar eventos passados, sei lá se devemos confiar na memória… mas sei que fiquei sem roupas.  A partir dali era só resgate… concentração de forças e recursos do naipe de resistência. Cansa, não cansa. Cansa. Estando o tempo todo se adaptando, se esquecendo de detalhes e fatos, para colocar outras coisas no lugar. E essa vontade de lágrimas? E tem jeito das lágrimas secarem antes… antes de rolar abaixo? Tem silêncio na solidão não.

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