Solapar-se

Pois que tava daquele jeito pensando que tem sido tempos difíceis pra gente, tentando acalmar as ansiedades todas. As palavras que estavam na boca que não vão, porque não consegue sair do apartamento, queriam te ver no altar. Deixa o gosto do tempo que faz, os dedos grossos. Queria ver mais filmes, em algum lugar, pra ir pra outro. Para molhar e salgar. Nem me lembro mais… Não era possível ficar à vontade… exatamente ali, era do naipe da que enconcha. Não é delícia essa parte que pouca coisa muda. Esteve tão enfurecida, por tanto tempo, enfurecida pro dentro – o que lá não era uma exclusividade sua. Hábil pra tirar as meias de nylon durante um striptease debaixo d’água. Queria absorver goles de ar, às vezes. Quando fora de contexto, a mania nacional, o que importa mesmo é o tira logo a roupa. Porque o corpo é uma festa, está sempre em festa, mesmo que emudecidos, o fogo-do-ar foi silêncio e sabia que se arrepiaria pelas próprias mãos.  La la laiá laiá la la laiá… Porque tava com cara de que ressoaria dentro, de alguma forma. Criou muito bonito dezenas de textos enquanto desfrutava de cocktails, sol, o simples e o samba.

 

Sentimentos acham lugares estranhos para serem guardados… 

 

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Divena

 

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