Foi agorinha

Você chorou embaixo das árvores domingo de manhã, bem reparei. A árvore esqueleto no vidro da janela, persiana do vento. Oh, nada é de graça, nem uma vela. Bem, talvez você possa ver e me dizer para onde foi. Folhas caídas enredam através do céu visto daqui. Uma lua nervosa incandescente do branco como o fogo, só deixo estar. E volto a respirar.

E está tudo bem agora, está tudo bem agora.

Música como na garganta de uma sereia, e estou te chamando, é minha voz. Você é um homem novo agora, que acorda coberto de sangue que não é seu. Cheio de energia proibida, cintilando na escuridão. Tinindo. Percebe que tem que romper com estruturas, percebe o que lhe falta para isto. Você chorou embaixo das árvores no domingo. Eu bem reparei.

 

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Lina Scheynius, Amanda in London, 2014

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