O ar e a batida

Sorri, enquanto o ônibus sacoleja lembrando daquela noite. Outra meta foi estabelecida e percebeu que foi capaz. Desceu no ponto perto da sua casa, sentindo ânsia e palpitações e raiva, por um lado, e uma firmeza que só um objetivo de sobrevivência estabelecido proporcionava. Subiu as escadas e tirou as sandálias cheias de poeira vermelha, e limpou os pés (pareciam de crianças quando brincam de havaianas na terra) no tanque.

Aquela esquina se tornou um ponto a ser ultrapassado, e quase, quase conseguira. Muitas vezes o quase a enraivecia, hoje ela percebia no quase uma vantagem. Porque sabia que não desistiria. Quando elas próprias não foram explicadas de forma satisfatória, os ataques de pânico não são uma boa representação de si.

Relativiza a culpa da escravidão, ou quase isso, a que se submeteu, por inconsciência, por escolha, por falta de alternativas. Não é isso que deseja pra si, não é aí que quer residir.

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