Existir até na ausência da palavra

Acelerado o compasso da crise, a relação entre sem graça e sem sentido – sentimento generalizado no corpo e na pele, sufoca. Um paraíso de se viver e sabe que de nada adiantará muito pensar, pensar e pensar. Sentou-se na ponta do banco, de timidez, e se entrega ao pensamento sobre algumas questões sobre os dias. Documenta com sua Polaroid SX 70 o tempo para se divertir e tempo para a quietude. Em imagens ensolaradas com corpos que parecem não saber existir, mas carregados de sexo e às vezes amor. Às vezes carregados de um não-querer-ser-carne, às vezes uma presença natural. Mas este momento demanda maior reflexão acerca das pendências do seu próprio corpo. Aparar as arestas da carne, pele, arrepio. Respira profundamente até sentir as pontas das unhas, e mais um registro – acabam por se tornar uma aprendizagem. Imagem capturada.

É constantemente alimentada pela curiosidade, pelo que existe até na ausência da palavra. Pessoas que permanecem, que continuam, que andam, que roçam, que tem vontades. Sente um ressecamento nas lesões. São muito heterogêneas e podem não provocar, inicialmente, sensações dolorosas, ocasionando, dessa forma, um atraso da vontade de existir.

Enternece e lembra: tudo deve ser visto com seriedade.

 

amor cotidiano

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