Porém não me desespero

É a única influência legítima a que se submeteria de bom grado. Em um período que vai de muito além do que seria uma pura precipitação da sua existência particular e individual. Você poderia terminar ouvindo coisas duras a seu respeito e o bom para dar ajuste às emoções é aprender a respeitar o “tempo certo”. Grande transparência e suscetibilidade são maiores que as infecções oculares. Agitar-se ou perder-se nas noites e agir como seria se o conhecesse somente (anotação mental) em fantasia!   A melhor ação com o valor da discrição. A imobilidade afirma que não tinha conhecimentos e está apenas em sua contemplação silenciosa, muda. Só o foco e o desempenho lhe interessavam. Depois a coisa meio que se inverteu. 

Continua a ser própria a necessidade de liberdade e aí está o sentido íntimo independente muito longe de emancipar ao mundo prático, ao mundo dos fatos reais.

 

 

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Sem insinuar

Será preciso bater mais do que uma vez na mesma porta até que ela se abra, o momento pede paciência e respirações profundas. A cena é de terror, olheiras, cansaço, tristeza. Movimentos rápidos, tensos, dizem por si só o incômodo daquela visita e dos assuntos que bailam no ar. A rapidez é importante. Agilidade, vamos acabar logo com isso?

E o aspecto mais relevante é que a abertura não tem paredes para se esconder. O que fazemos com os vínculos que criamos, tecemos, é triste. Quando eles não são mais necessários deslocamos e guardamos o espaço no guarda-roupa para outros vestidos e conexões.  Aceitar o deslocamento e tentar não se sentir tolo. Eis o desafio – que não seja a única a pensar assim, ainda que seja difícil admitir, que tudo está sedimentado e já foi para o ralo. O que a imprensa faz chancela a mentira sedimentada e a troca de olhares se torna dolorosa.

Geralmente o lance que se faz intuitivamente é o melhor. Pena que nos perdemos  analisando um monte de possibilidades.

Sentir desamor …  aí começou uma gritaria danada. Mas tudo em silêncio.

 

 

Fotor070312018

Não tão incrível assim

Não perceberia sua própria loucura?  A falta que deveria cobrir era grande demais. A irritação foi tomando conta, não haveria como ser responsável por tamanha carência, tamanho apego, onde não haveria de ser. Diz o texto impecável demais, preciso e tranquilo, como um desabafo, com eloquência e sinceridade. Pra ser amigo tem que comer um kilo de sal com a pessoa, dizem. E veio o sufocamento, ou pela angústia, ou pela necessidade de recolhimento seguidamente desrespeitada e imaculada. Será que perceberia o peso de sua mão na garganta, a força, os hematomas (que ela achava que já tinham saído) …  E é hora de largar. Uma forma corajosa de educação que aceita as tentativas e os erros como parte do processo. De certo modo essa incompreensão gerou um desamor. Um ciclo de vida, que vai, se abre, se fala, se come, e tem por isso suas maiores fraquezas diante do outro. Antes tivesse ficado calada, quem sabe assim não sentiria o que veio a seguir. Haveria como voltar atrás, sem perdas e danos, tentava. O seu feminino clama por ser também cuidado.

 

 

A única opção é dar a cara pra bater. Uma descoberta.

 

 

 

 

 

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