Cair de joelhos

Perto do amor, do drama, do romance, queria apenas a pamonha que passa agora aqui perto, mas caio na não-fome, no sabor do chocolate e do vinho. É bom esclarecer também e fazer um pedido (já que os olhos pesam e o coração aperta) visto que nem tudo é perfume de romãs, que se adie mais uma vez a finalização. Está em estado geral de apreensão já fazem dias e ainda que isso doa, uma vez que nosso ego se estrutura a partir de apegos e identificações, quer muito o máximo do último respingo dele (que não existirá).

Transeuntes inexistentes de sonhos bons, bem antes que aquelas mãos segurassem firme meu ombro, forçaram-me os joelhos ao concreto; forçaram-me a desmaios sistematizados; ensaiados de onde a excelência começa em mim. Sabe quando se tem alguma vontade inabalável, forte, preponderante, daquelas que só passam quando você a executa até o fim? Pois que aparece uma coragem que nem sempre se sabia que se sente.  Isso sim, era o caminho que queria trilhar.  E a partir de um ímpeto não-realizado percebe que sequer tinha autonomia sobre sua própria vida. 

Mas ao contrário disso engole. Engole a vontade, o desejo, as palavras. E segue-se, porque é tudo normal (menos o sangue nos joelhos).

 

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