Não fazer absolutamente nada

Eu não vou mudar de assunto, mas a compreensão de tudo que está envolvido nos faz perder o fôlego, e possivelmente, suar frio.

O tanto do que está à nossa volta não acontecerá de forma automática, impera a vontade de tomar a iniciativa de enxergar além de alguns conceitos e (auto)convencimentos. As coisas têm uma dimensão muito maior do que parecem. (Em poucos segundos eu serei capaz de ler seus pensamentos!).

Presente nas situações de afeto, a dor facilita se colocar no dualismo do mundo perfeito. Dentro da cabeça as contrações, a falta de fome e sono, euforia, taquicardia, suores e umidades, centros do prazer estimulados, vontade ardente de conexão,  forte atração, admiração, e a vontade de liberar sentimentos ruins seriam formas de não permitir que eles se acumulassem dentro de nós. Só que esse não-acúmulo acontecerá de qualquer jeito.

Não fazer absolutamente nada é melhor do que tentar algum processo catártico, usando o bom e velho respira, respira. Encontrar o meio termo assertivo entre a passividade e a agressividade. A sabedoria roseana, que propunha caminho do meio, o terceiro, a terceira margem, não estava tão longe da verdade afinal. Você e o outro, você e o mundo, esquerda-direita, em cima-embaixo, bom-mau, grande-pequeno, rápido-lento… na realidade, o que está além das palavras ou das ideias é que interessam.

Subterrâneo. 

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Um corpo que não se pode controlar

E tão destemido é nosso corpo quando tocado de uma forma afetiva e real,  se aspectando harmoniosamente alma e pele. Focando menos no que os separa um do outro e mais no beijo com mordida. E quanto mais cuidavam mais se apegavam. O que é isto? Onde é que vão se amar? E vocês tratem de encontrar, ou ela mesma tomará uma providência antes do fim da semana. Mas nem todos queriam assistir àquilo, na casa de Emanuela. Viver daquela forma parecia perfeito, e quando chegar, seja razoável. Ainda há muito a aprender.

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Um caminho para o minimalismo

Costumava catar arruelas enferrujadas nas ruas, enchia os bolsos, a bolsa, a mochila. Andava olhando para o chão, sempre procurando. Sempre. Era lindo o encanto que as cores lhe causavam assim como a forma circular. A necessidade de acumular e juntar coisas e tê-las pela beleza que esses objetos lhe causavam, foi dando espaço a uma vontade do mínimo. Indo de uma ponta a outra, do acúmulo à limpidez. E é onde pouso, arrumando objetos, desfazendo de papéis, pesos, vidas, bolos, ciscos, já imaginando como serei quando minimal.

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Marie Amar