O corpo boceja

Deixou as memórias no corpo – apoderou-se astuciosa da sua (c)alma. Aquela noite me tornou, retornou-me. Eu recobrava a vida, para logo perdê-la, desenrolava-se em outra que a atingiu, a adoeceu. Alimentando, assim como eles, de tradições e poderes apodrecidos.  O desperdício de seus tecidos era o que aflorava ao longo do sono, tornando tudo absurdo diante da biologia que rege. Permite e reforça a exigência das curvas sempre exatas e os afagos na cabeça tinham deixado seus sentidos mais agudos e precisos. E conversas baixas depois de ter o corpo perfurado em diversos pontos para a retirada do tumor. Comum, não limpo.

 

Não será um traje que irá impedir, de tão complexo que se desenha o panorama. Enquanto teu corpo boceja, vamos colorir?

 

 

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